tesemetriaAnálise fundamentalista com método
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GLOSSÁRIO

Definições de análise fundamentalista, termo por termo.

Use esta página para consultar o significado de cada termo, sem transformar uma definição curta em tutorial ou método completo — dos múltiplos ao vocabulário do valuation, incluindo as réguas específicas de bancos e seguradoras.

96 termos no glossário.

11 TERMOS

Preço e múltiplos

O que aparece no comparador e nas páginas de empresas quando o assunto é quanto o mercado está pedindo pela ação.

Cotação (preço)
O preço de mercado de uma ação em determinado momento. No Tesemetria, ele vem do cache central abastecido pela BRAPI PRO, com atraso aproximado de cinco minutos; não é um feed em tempo real. A interface informa cache recente, último valor válido ou referência. Preço é o que se paga; valor é o que se recebe — a análise existe para comparar os dois.
Valor de mercadomarket cap
Preço da ação multiplicado pelo número total de ações. É quanto o mercado avalia todo o capital próprio da companhia.
Valor da firmaEV, enterprise value
Valor de mercado somado à dívida líquida. Representa o valor do negócio inteiro, para acionistas e credores — por isso é a base do EV/EBITDA.
P/Lpreço/lucro
Valor de mercado dividido pelo lucro líquido (no site, dos últimos 12 meses). Indica quantos anos de lucro atual o preço embute. Cuidado com empresas cíclicas: P/L baixo pode refletir topo de ciclo, como discutido nas análises de PETR4 e VALE3.
EV/EBITDA
Valor da firma dividido pelo EBITDA. Compara o valor do negócio com sua geração operacional bruta de caixa, sendo menos afetado por estrutura de capital e impostos que o P/L. Não faz sentido para bancos e seguradoras.
P/VPpreço/valor patrimonial
Valor de mercado dividido pelo patrimônio líquido. É o múltiplo central para bancos e seguradoras, em que o patrimônio é a base do negócio. Um P/VP justificado depende do ROE sustentável frente ao custo de capital.
Múltiplo
Qualquer razão entre preço (ou valor da firma) e uma medida de resultado — P/L, EV/EBITDA, P/VP. Múltiplos são atalhos de comparação, não substituem o fluxo de caixa descontado.
Preço de referência
Cotação associada à data-base da análise. Ela permite reproduzir os cálculos daquela fotografia, mas pode ser diferente do preço atual.
Upside / downside
Diferença percentual entre um valor estimado e o preço atual. Upside de +11% significa que o valor calculado está 11% acima do preço. Nas análises do site, é medida de distância entre preço e modelo — nunca promessa de retorno.
Free float
Percentual das ações em circulação no mercado, fora das mãos de controladores e tesouraria. Afeta a liquidez do papel.
Liquidez (da ação)
Facilidade de comprar ou vender o papel sem mover o preço. Ações de baixa liquidez, como algumas small caps analisadas no site, exigem atenção ao volume diário e à capacidade de saída.
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16 TERMOS

Resultado e fluxo de caixa

As linhas da demonstração de resultados e do caixa que alimentam o histórico financeiro e as análises.

Receita líquida
O total vendido pela empresa após impostos sobre vendas e devoluções. É o ponto de partida da demonstração de resultados.
EBITDA
Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Aproxima a geração operacional de caixa e é a base do EV/EBITDA e do índice dívida líquida/EBITDA. Versões “ajustadas” excluem itens não recorrentes — vale conferir o critério.
EBIT
Lucro operacional: EBITDA menos depreciação e amortização. É a base do NOPAT e do cálculo de ROIC.
NOPAT
Lucro operacional após impostos (EBIT × (1 − alíquota)). Mede o resultado do negócio como se não houvesse dívida — usado no ROIC e em modelos de FCFF, como o da análise da WEGE3.
Lucro líquido
O resultado final que sobra para os acionistas após todos os custos, juros e impostos. Alimenta o P/L e o payout — mas lucro sem geração de caixa é sinal de alerta.
Margem bruta
Percentual da receita que sobra após o custo direto dos produtos. Sensível a matérias-primas (cobre na WEG, por exemplo) e ao poder de repasse de preços.
Margem EBITDA
EBITDA dividido pela receita. Mede a eficiência operacional; sua estabilidade ao longo do ciclo diz muito sobre a qualidade do negócio.
Margem líquida
Lucro líquido dividido pela receita. Percentual da venda que vira lucro do acionista.
FCOfluxo de caixa operacional
O caixa efetivamente gerado pelas operações no período. Comparar FCO com lucro revela a qualidade do lucro: lucros que nunca viram caixa merecem desconfiança.
Capex
Investimento em ativos de longo prazo — fábricas, máquinas, plataformas, capacidade. Capex alto sem retorno correspondente é uma das condições de invalidação mais comuns nas teses do site.
FCL / FCFfluxo de caixa livre
Caixa operacional menos capex: o que sobra para pagar dividendos, recomprar ações, reduzir dívida ou fazer aquisições. A “margem FCL” do comparador é o FCL dividido pela receita.
FCFF
Fluxo de caixa livre para a firma: o caixa disponível para todos os provedores de capital (acionistas e credores), antes das dívidas. Descontado pelo WACC, produz o valor da firma — método usado nas análises de PETR4 e WEGE3.
FCFE
Fluxo de caixa livre para o acionista: o que sobra depois de juros e movimentos de dívida. Descontado pelo custo do capital próprio, produz diretamente o valor do patrimônio — método usado nas análises de VALE3 e ANIM3.
Capital de giro
Recursos presos no ciclo operacional — estoques e contas a receber menos fornecedores. Grandes projetos e ciclos longos (ROMI, WEG) fazem o capital de giro oscilar e afetam a conversão de lucro em caixa.
LTMúltimos 12 meses
Soma dos últimos quatro trimestres divulgados. Os indicadores do site usam LTM para refletir o período mais recente, e não apenas o último ano fechado.
CAGR
Taxa composta de crescimento anual entre dois pontos no tempo. Um CAGR de receita de 14,7% significa que a receita cresceu, em média, 14,7% ao ano no período.
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8 TERMOS

Rentabilidade e retorno sobre capital

Os indicadores que separam empresas que criam valor das que apenas crescem.

ROIC
Retorno sobre o capital investido: NOPAT dividido pelo capital aplicado no negócio. É o indicador central para empresas industriais no site. A regra de ouro: só há criação de valor quando o ROIC supera o custo de capital (WACC) de forma sustentada.
ROE
Retorno sobre o patrimônio líquido: lucro dividido pelo patrimônio dos acionistas. Referência principal de rentabilidade para bancos e seguradoras, em que o patrimônio é a matéria-prima do negócio.
ROAE
Variante do ROE que usa o patrimônio médio do período, suavizando efeitos de capitalizações e distribuições. É o indicador exibido para bancos no comparador.
Retorno sobre capital
Família de métricas que relaciona resultado ao capital empregado. O comparador escolhe ROIC para operações, ROAE para bancos ou ROE para negócios financeiros conforme o modelo.
ROIC incremental
O retorno obtido sobre cada real novo investido, que pode ser diferente do ROIC da base existente. Modelos como o da WEGE3 derivam o reinvestimento necessário da relação crescimento ÷ ROIC incremental — crescer exige capital.
Custo de capital
O retorno mínimo que os provedores de capital exigem para financiar a empresa, dado o risco. É a régua contra a qual o ROIC é comparado e a base da taxa de desconto do valuation.
WACC
Custo médio ponderado de capital: combina o custo do capital próprio e o da dívida, pelos seus pesos. É a taxa de desconto do FCFF. Com a Selic elevada, o WACC brasileiro fica alto — e pequenas mudanças nele alteram muito o valor calculado.
TIRtaxa interna de retorno
A taxa anual de retorno implícita em um investimento, considerando preço pago, fluxos recebidos e valor final. A análise da VALE3 usa TIR-base de 5 anos (12,3% a.a.) para julgar se o retorno esperado compensa o risco frente à taxa livre de risco.
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6 TERMOS

Balanço e endividamento

A estrutura de capital: quanto a empresa deve, quanto tem em caixa e qual a folga para atravessar ciclos.

Dívida bruta
Total de empréstimos, financiamentos e arrendamentos da companhia, antes de descontar o caixa.
Dívida líquida
Dívida bruta menos caixa e aplicações. Quando negativa, a empresa tem caixa líquido — mais dinheiro em caixa do que dívidas, como Grendene e WEG.
Dívida líquida/EBITDA
Quantos anos de EBITDA seriam necessários para quitar a dívida líquida. Abaixo de 1x é conservador; acima de 3x exige atenção; os limites aceitáveis variam por setor e estão nas condições de invalidação de cada tese.
Alavancagem
Uso de dívida para financiar o negócio. Amplifica retornos nos bons momentos e perdas nos ruins — a análise da TUPY3 mostra como alavancagem de 4x no fundo do ciclo pode levar o valor do acionista para perto de zero no cenário de estresse.
Dívida expandida
Conceito usado na análise da VALE3: dívida líquida somada a compromissos relevantes fora do balanço tradicional, como provisões de Brumadinho/Samarco e arrendamentos. Dá uma visão mais completa das obrigações.
Cobertura de juros
Quantas vezes o resultado operacional cobre a despesa de juros. Mede a folga para servir a dívida.
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6 TERMOS

Dividendos e remuneração ao acionista

Como o resultado chega ao bolso de quem investe.

Dividendos
Parcela do lucro distribuída em dinheiro aos acionistas. Desde 2026, pagamentos acima de R$ 50 mil no mês, da mesma empresa para a mesma pessoa física, podem ter IRRF de 10%; exceções e a tributação anual de altas rendas dependem da situação do investidor.
JCPjuros sobre capital próprio
Forma alternativa de remuneração que a empresa deduz como despesa, reduzindo seu imposto. O IRRF foi de 15% até 2025 e passou a 17,5% em 2026; empresas como a WEG combinam dividendos e JCP.
Proventos
Termo geral para tudo que a empresa distribui: dividendos, JCP e outros. A agenda de proventos importa para quem vive de renda.
Dividend yieldDY
Proventos dos últimos 12 meses divididos pelo preço da ação. Um DY alto pode enganar quando inclui distribuições extraordinárias (caso da WEG em 2025) ou quando o lucro está em topo de ciclo — verifique a recorrência.
Payout
Percentual do lucro distribuído como proventos. Payout de 50% significa que metade do lucro foi ao acionista e metade ficou retida para reinvestimento.
Dividendo extraordinário
Distribuição fora da política regular, geralmente de reservas acumuladas ou após eventos não recorrentes. Não deve ser projetado como permanente.
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16 TERMOS

Valuation e cenários

O vocabulário do simulador e das faixas de valor justo exibidas nas páginas de empresas.

Valuation
O processo de estimar quanto um negócio vale a partir de premissas explícitas sobre fluxo de caixa, crescimento, retorno e risco. No Tesemetria, todo valuation é faixa de estudo educacional — nunca preço-alvo ou recomendação.
DCFfluxo de caixa descontado
Método que projeta os fluxos de caixa futuros e os traz a valor presente por uma taxa de desconto. É o motor do simulador do site: FCF base, crescimento, taxa de desconto, crescimento terminal, dívida líquida e número de ações.
Número de Graham
Referência clássica calculada por √(22,5 × LPA × VPA). Combina lucro e patrimônio por ação, mas só é calculável quando ambos são positivos e não substitui uma análise de crescimento, dívida, qualidade do lucro ou setor.
Método Bazin
Preço-teto obtido dividindo os proventos anuais por ação pelo dividend yield mínimo desejado. O padrão clássico é 6%, mas dividendos passados podem ser extraordinários ou não se repetir; por isso o método exige avaliar recorrência, payout, dívida e caixa.
Taxa de desconto
A taxa que converte dinheiro futuro em valor presente, refletindo risco e custo de oportunidade. Quanto maior a taxa, menor o valor presente — é a premissa mais sensível de qualquer DCF.
Valor terminalperpetuidade
O valor de todos os fluxos após o período projetado, calculado assumindo um crescimento terminal perpétuo. Costuma representar 40-70% do valor total — quando a participação é alta, o modelo depende muito de premissas distantes, e as análises do site sempre sinalizam isso.
Crescimento terminal (g)
A taxa de crescimento assumida para sempre após o horizonte explícito. Deve ser modesta (próxima do PIB nominal de longo prazo); é uma hipótese frágil em negócios em transição, como alertam as análises de PETR4 e VALE3.
Cenários (conservador, base, otimista)
Três conjuntos de premissas que produzem três valores por ação. O site exibe essa faixa em cada empresa analisada. Trabalhar com cenários combate a falsa precisão de um número único.
Valor ponderado
Média dos cenários ponderada pela probabilidade atribuída a cada um (por exemplo 25/50/25). É a referência central das faixas de estudo — uma premissa organizada, não uma previsão.
Análise de sensibilidade
Tabela que mostra como o valor muda quando uma ou duas premissas variam (tipicamente WACC × crescimento terminal). Revela quais hipóteses realmente mandam no resultado.
Margem de segurança
Desconto entre o preço pago e o valor estimado. É a proteção contra erros de análise e azar — quanto mais incerto o negócio, maior a margem exigida. Conceito central do investimento em valor.
Soma das partesSOTP
Avaliar cada divisão do negócio separadamente e somar (minério + metais básicos na VALE3; participações na ITSA4). Útil em conglomerados e holdings, em que múltiplos únicos escondem negócios diferentes.
O que está precificadoengenharia reversa
Inverter o modelo: em vez de estimar o valor, descobrir quais premissas o preço atual exige. A análise da WEGE3 mostra que R$ 43,63 exigiria ~13-17% de crescimento anual por dez anos — informação valiosa mesmo sem saber o valor “certo”.
Armadilha de valorvalue trap
Ação que parece barata pelos múltiplos, mas cujos lucros estão insustentáveis ou em declínio estrutural — o barato que sai caro. A tese contrária da VALE3 descreve exatamente esse risco.
Assimetria
Comparação entre o que se pode ganhar no cenário bom e perder no ruim. Upside de +11% contra downside de -36% (VALE3 na data-base) é assimetria desfavorável, mesmo com fundamentos fortes.
Falsa precisão
A ilusão de exatidão que planilhas criam. Um valor de R$ 20,18 depende de premissas com margens de erro enormes; por isso o site fala em faixas e lista as fontes de falsa precisão de cada modelo.
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22 TERMOS

O processo Tesemetria

Os termos do método: como o site organiza tese, riscos e acompanhamento.

Tese de investimento
A hipótese escrita que explica por que um negócio pode criar valor: o que precisa acontecer, em que prazo, com quais evidências. Escrever a tese antes de decidir separa fatos de expectativas e é a etapa 3 do método.
Catalisador
Evento capaz de destravar valor ou confirmar a tese: novo ciclo de produção, desalavancagem, recuperação de margens. Cada catalisador registrado no site tem horizonte e indicador de confirmação — catalisador sem prazo é torcida.
Condição de invalidação
O número objetivo que, se aparecer, encerra a tese: “margem abaixo de 19% por quatro trimestres”, “dívida acima de US$ 75 bi”. Se nenhum dado pode derrubar sua tese, você não tem tese — tem convicção imune a evidências.
Convicção
Nota de 1 a 5 que registra o quanto você confia na própria tese, dado o estágio das evidências. Convicção baixa pede posição menor e mais verificação — não é vergonha, é honestidade.
Moatvantagem competitiva
A proteção durável que impede concorrentes de corroerem os retornos: marcas, escala, custos de troca, distribuição, patentes, custo baixo estrutural. Sem moat, ROIC alto atrai competição e regride à média.
Scorecard
Avaliação estruturada da qualidade do negócio em dimensões como moat, retornos, caixa, balanço, alocação de capital, previsibilidade e governança. Transforma impressões em notas comparáveis — organiza a análise, não recomenda.
Matriz de riscos
Lista de riscos com probabilidade (1-5), impacto (1-5), pontuação (P×I), sinal observável e resposta planejada. Preocupação sem número é ansiedade; risco mapeado é gestão — etapa 4 do método.
Sinal de alerta e gatilho de revisão
O indicador concreto que dispara a reavaliação de um risco: “Brent abaixo de US$ 55 por dois trimestres”, “câmbio acima de R$ 6,00”. Gatilhos objetivos evitam tanto o pânico quanto a negação.
Radar de Preços
Ferramenta do site que registra faixas pessoais de preço derivadas do valuation: abaixo de X, estudar com mais atenção; acima de Y, reavaliar premissas. São gatilhos de estudo e revisão — nunca pontos de compra ou venda.
Screener
Filtro do universo de empresas por indicadores fundamentalistas. Serve para encontrar candidatas à análise profunda — o screener começa o trabalho, não o termina.
Comparador
Ferramenta que coloca até 3 empresas lado a lado com métricas adequadas ao modelo de negócio de cada uma. Comparar banco com indústria pelos mesmos múltiplos gera conclusões erradas com aparência de rigor.
Indicador setorial
Métrica própria da atividade analisada — como ocupação, churn, sinistralidade, volume ou custo de produção. Seu significado e sua régua variam por setor; por isso deve ser comparada entre modelos semelhantes e com a mesma data-base.
Setor
Agrupamento pela principal atividade econômica da empresa. No Tesemetria, o setor ajuda a selecionar indicadores e pares comparáveis sem misturar modelos de negócio incompatíveis.
Nota da análise
Pontuação calculada pelo scorecard na data-base, a partir de critérios documentados de qualidade, retorno, caixa, balanço, previsibilidade e governança. Organiza o estudo, mas não recomenda comprar ou vender.
Risco central
O risco factual mais importante para acompanhar naquela análise. Se ele se materializar, pode deteriorar resultados, balanço, valuation ou exigir revisão da tese.
Diário de decisões
Registro de cada decisão com data, preço, racional e gatilho. Cria memória auditável do seu raciocínio — a matéria-prima para melhorar como investidor ao longo dos anos.
Revisão de resultados
Comparação trimestral entre o que você esperava (premissas) e o que a empresa entregou, com registro do impacto na tese: positivo, neutro ou negativo. É a etapa 5 do método — a análise não termina na decisão.
Data-base
A data de referência dos números de uma análise. Toda informação do site exibe fonte e data-base, porque números sem procedência não sustentam decisão.
Próxima revisão
Data planejada para atualizar a análise. Um resultado novo, evento relevante ou gatilho de risco pode antecipar essa revisão.
Modelo de negócio (empresa, banco, seguradora)
A classificação que define a régua de análise no site. Indústrias se avaliam por ROIC e fluxo de caixa; bancos por ROE, capital e inadimplência; seguradoras por índice combinado e sinistralidade.
Empresa cíclica
Negócio cujos resultados oscilam com ciclos econômicos ou de commodities (Vale, Tupy, São Martinho). Exige cuidado redobrado com múltiplos no topo do ciclo e margem de segurança maior.
Small cap
Empresa de menor valor de mercado, geralmente com menos cobertura de analistas e menor liquidez — onde ineficiências de preço são mais comuns, mas os riscos de informação e saída também.
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8 TERMOS

Indicadores de bancos

A régua específica que o site aplica quando o modelo de negócio é bancário (como BMGB4).

Índice de Basileia
Capital regulatório dividido pelos ativos ponderados pelo risco. Mede a solidez do banco e a folga para crescer a carteira; o mínimo regulatório no Brasil fica próximo de 10,5% e bancos saudáveis operam com margem sobre isso.
Capital Nível I
A parcela de maior qualidade do capital regulatório (capital principal e complementar). Quanto maior, mais capacidade de absorver perdas sem comprometer depositantes.
Inadimplência (Over90)
Percentual da carteira de crédito vencida há mais de 90 dias. É o termômetro da qualidade do crédito concedido; as teses de bancos no site definem limites que invalidam a análise.
PDDprovisão para devedores duvidosos
Despesa que antecipa perdas esperadas com calotes. PDD sobre carteira média mostra o custo do risco de crédito do banco.
Índice de eficiência
Despesas operacionais divididas pelas receitas. Nos bancos, menor é melhor: eficiência de 52% significa que o banco gasta 52 centavos para gerar cada real de receita.
Margem após custo de crédito
Margem financeira que sobra depois de descontar as provisões para calote. Mostra quanto o spread realmente rende após o risco — mais informativa que a margem bruta de juros.
Créditos tributários
Direitos de pagar menos imposto no futuro, gerados por prejuízos ou diferenças temporárias. Quando crescem demais em relação ao patrimônio (caso monitorado na tese do BMGB4), a qualidade do lucro e do capital merece desconto.
Crédito consignado
Empréstimo com desconto direto na folha de pagamento ou benefício. Tem inadimplência menor por natureza, mas é sensível a tetos de juros regulados e à concorrência.
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3 TERMOS

Indicadores de seguradoras

A régua específica para o modelo segurador (como BBSE3).

Índice combinado
Sinistros mais despesas divididos pelos prêmios ganhos. Abaixo de 100%, a operação de seguros dá lucro antes mesmo do resultado financeiro; acima, a seguradora depende dos investimentos para lucrar. Menor é melhor.
Sinistralidade
Sinistros pagos e provisionados divididos pelos prêmios ganhos. Mede quanto do prêmio volta como indenização — o coração da disciplina de subscrição.
Prêmios (e crescimento de prêmios)
O que os clientes pagam pelas apólices. O crescimento de prêmios mostra a expansão do negócio segurador; crescer subscrevendo mal, porém, destrói valor adiante.
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Uso educacional.

As definições deste glossário são simplificações didáticas para apoiar o estudo. Elas não substituem as definições contábeis e regulatórias oficiais nem constituem recomendação de investimento. Veja como os termos se conectam na página do método.

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