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As palavras da análise fundamentalista, sem mistério.
Todos os termos usados nas ferramentas e nas análises do tesemetria, explicados em linguagem simples — dos múltiplos do comparador ao vocabulário do valuation, incluindo as réguas específicas de bancos e seguradoras.
96 termos no glossário.
Preço e múltiplos
O que aparece no comparador e nas páginas de empresas quando o assunto é quanto o mercado está pedindo pela ação.
- Cotação (preço)
- O preço de mercado de uma ação em determinado momento. No tesemetria vem da BRAPI, com indicação de status: ao vivo, cache recente, última cotação válida ou referência. Preço é o que se paga; valor é o que se recebe — a análise existe para comparar os dois.
- Valor de mercadomarket cap
- Preço da ação multiplicado pelo número total de ações. É quanto o mercado avalia todo o capital próprio da companhia.
- Valor da firmaEV, enterprise value
- Valor de mercado somado à dívida líquida. Representa o valor do negócio inteiro, para acionistas e credores — por isso é a base do EV/EBITDA.
- P/Lpreço/lucro
- Valor de mercado dividido pelo lucro líquido (no site, dos últimos 12 meses). Indica quantos anos de lucro atual o preço embute. Cuidado com empresas cíclicas: P/L baixo pode refletir topo de ciclo, como discutido nas análises de PETR4 e VALE3.
- EV/EBITDA
- Valor da firma dividido pelo EBITDA. Compara o valor do negócio com sua geração operacional bruta de caixa, sendo menos afetado por estrutura de capital e impostos que o P/L. Não faz sentido para bancos e seguradoras.
- P/VPpreço/valor patrimonial
- Valor de mercado dividido pelo patrimônio líquido. É o múltiplo central para bancos e seguradoras, em que o patrimônio é a base do negócio. Um P/VP justificado depende do ROE sustentável frente ao custo de capital.
- Múltiplo
- Qualquer razão entre preço (ou valor da firma) e uma medida de resultado — P/L, EV/EBITDA, P/VP. Múltiplos são atalhos de comparação, não substituem o fluxo de caixa descontado.
- Preço de referência
- Cotação associada à data-base da análise. Ela permite reproduzir os cálculos daquela fotografia, mas pode ser diferente do preço atual.
- Upside / downside
- Diferença percentual entre um valor estimado e o preço atual. Upside de +11% significa que o valor calculado está 11% acima do preço. Nas análises do site, é medida de distância entre preço e modelo — nunca promessa de retorno.
- Free float
- Percentual das ações em circulação no mercado, fora das mãos de controladores e tesouraria. Afeta a liquidez do papel.
- Liquidez (da ação)
- Facilidade de comprar ou vender o papel sem mover o preço. Ações de baixa liquidez, como algumas small caps analisadas no site, exigem atenção ao volume diário e à capacidade de saída.
Resultado e fluxo de caixa
As linhas da demonstração de resultados e do caixa que alimentam o histórico financeiro e as análises.
- Receita líquida
- O total vendido pela empresa após impostos sobre vendas e devoluções. É o ponto de partida da demonstração de resultados.
- EBITDA
- Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. Aproxima a geração operacional de caixa e é a base do EV/EBITDA e do índice dívida líquida/EBITDA. Versões “ajustadas” excluem itens não recorrentes — vale conferir o critério.
- EBIT
- Lucro operacional: EBITDA menos depreciação e amortização. É a base do NOPAT e do cálculo de ROIC.
- NOPAT
- Lucro operacional após impostos (EBIT × (1 − alíquota)). Mede o resultado do negócio como se não houvesse dívida — usado no ROIC e em modelos de FCFF, como o da análise da WEGE3.
- Lucro líquido
- O resultado final que sobra para os acionistas após todos os custos, juros e impostos. Alimenta o P/L e o payout — mas lucro sem geração de caixa é sinal de alerta.
- Margem bruta
- Percentual da receita que sobra após o custo direto dos produtos. Sensível a matérias-primas (cobre na WEG, por exemplo) e ao poder de repasse de preços.
- Margem EBITDA
- EBITDA dividido pela receita. Mede a eficiência operacional; sua estabilidade ao longo do ciclo diz muito sobre a qualidade do negócio.
- Margem líquida
- Lucro líquido dividido pela receita. Percentual da venda que vira lucro do acionista.
- FCOfluxo de caixa operacional
- O caixa efetivamente gerado pelas operações no período. Comparar FCO com lucro revela a qualidade do lucro: lucros que nunca viram caixa merecem desconfiança.
- Capex
- Investimento em ativos de longo prazo — fábricas, máquinas, plataformas, capacidade. Capex alto sem retorno correspondente é uma das condições de invalidação mais comuns nas teses do site.
- FCL / FCFfluxo de caixa livre
- Caixa operacional menos capex: o que sobra para pagar dividendos, recomprar ações, reduzir dívida ou fazer aquisições. A “margem FCL” do comparador é o FCL dividido pela receita.
- FCFF
- Fluxo de caixa livre para a firma: o caixa disponível para todos os provedores de capital (acionistas e credores), antes das dívidas. Descontado pelo WACC, produz o valor da firma — método usado nas análises de PETR4 e WEGE3.
- FCFE
- Fluxo de caixa livre para o acionista: o que sobra depois de juros e movimentos de dívida. Descontado pelo custo do capital próprio, produz diretamente o valor do patrimônio — método usado nas análises de VALE3 e ANIM3.
- Capital de giro
- Recursos presos no ciclo operacional — estoques e contas a receber menos fornecedores. Grandes projetos e ciclos longos (ROMI, WEG) fazem o capital de giro oscilar e afetam a conversão de lucro em caixa.
- LTMúltimos 12 meses
- Soma dos últimos quatro trimestres divulgados. Os indicadores do site usam LTM para refletir o período mais recente, e não apenas o último ano fechado.
- CAGR
- Taxa composta de crescimento anual entre dois pontos no tempo. Um CAGR de receita de 14,7% significa que a receita cresceu, em média, 14,7% ao ano no período.
Rentabilidade e retorno sobre capital
Os indicadores que separam empresas que criam valor das que apenas crescem.
- ROIC
- Retorno sobre o capital investido: NOPAT dividido pelo capital aplicado no negócio. É o indicador central para empresas industriais no site. A regra de ouro: só há criação de valor quando o ROIC supera o custo de capital (WACC) de forma sustentada.
- ROE
- Retorno sobre o patrimônio líquido: lucro dividido pelo patrimônio dos acionistas. Referência principal de rentabilidade para bancos e seguradoras, em que o patrimônio é a matéria-prima do negócio.
- ROAE
- Variante do ROE que usa o patrimônio médio do período, suavizando efeitos de capitalizações e distribuições. É o indicador exibido para bancos no comparador.
- Retorno sobre capital
- Família de métricas que relaciona resultado ao capital empregado. O comparador escolhe ROIC para operações, ROAE para bancos ou ROE para negócios financeiros conforme o modelo.
- ROIC incremental
- O retorno obtido sobre cada real novo investido, que pode ser diferente do ROIC da base existente. Modelos como o da WEGE3 derivam o reinvestimento necessário da relação crescimento ÷ ROIC incremental — crescer exige capital.
- Custo de capital
- O retorno mínimo que os provedores de capital exigem para financiar a empresa, dado o risco. É a régua contra a qual o ROIC é comparado e a base da taxa de desconto do valuation.
- WACC
- Custo médio ponderado de capital: combina o custo do capital próprio e o da dívida, pelos seus pesos. É a taxa de desconto do FCFF. Com a Selic elevada, o WACC brasileiro fica alto — e pequenas mudanças nele alteram muito o valor calculado.
- TIRtaxa interna de retorno
- A taxa anual de retorno implícita em um investimento, considerando preço pago, fluxos recebidos e valor final. A análise da VALE3 usa TIR-base de 5 anos (12,3% a.a.) para julgar se o retorno esperado compensa o risco frente à taxa livre de risco.
Balanço e endividamento
A estrutura de capital: quanto a empresa deve, quanto tem em caixa e qual a folga para atravessar ciclos.
- Dívida bruta
- Total de empréstimos, financiamentos e arrendamentos da companhia, antes de descontar o caixa.
- Dívida líquida
- Dívida bruta menos caixa e aplicações. Quando negativa, a empresa tem caixa líquido — mais dinheiro em caixa do que dívidas, como Grendene e WEG.
- Dívida líquida/EBITDA
- Quantos anos de EBITDA seriam necessários para quitar a dívida líquida. Abaixo de 1x é conservador; acima de 3x exige atenção; os limites aceitáveis variam por setor e estão nas condições de invalidação de cada tese.
- Alavancagem
- Uso de dívida para financiar o negócio. Amplifica retornos nos bons momentos e perdas nos ruins — a análise da TUPY3 mostra como alavancagem de 4x no fundo do ciclo pode levar o valor do acionista para perto de zero no cenário de estresse.
- Dívida expandida
- Conceito usado na análise da VALE3: dívida líquida somada a compromissos relevantes fora do balanço tradicional, como provisões de Brumadinho/Samarco e arrendamentos. Dá uma visão mais completa das obrigações.
- Cobertura de juros
- Quantas vezes o resultado operacional cobre a despesa de juros. Mede a folga para servir a dívida.
Dividendos e remuneração ao acionista
Como o resultado chega ao bolso de quem investe.
- Dividendos
- Parcela do lucro distribuída em dinheiro aos acionistas, isenta de imposto de renda para pessoa física no Brasil (regra vigente na data-base das análises).
- JCPjuros sobre capital próprio
- Forma alternativa de remuneração que a empresa deduz como despesa, reduzindo seu imposto; o acionista paga 15% na fonte. Empresas como a WEG combinam dividendos e JCP.
- Proventos
- Termo geral para tudo que a empresa distribui: dividendos, JCP e outros. A agenda de proventos importa para quem vive de renda.
- Dividend yieldDY
- Proventos dos últimos 12 meses divididos pelo preço da ação. Um DY alto pode enganar quando inclui distribuições extraordinárias (caso da WEG em 2025) ou quando o lucro está em topo de ciclo — verifique a recorrência.
- Payout
- Percentual do lucro distribuído como proventos. Payout de 50% significa que metade do lucro foi ao acionista e metade ficou retida para reinvestimento.
- Dividendo extraordinário
- Distribuição fora da política regular, geralmente de reservas acumuladas ou após eventos não recorrentes. Não deve ser projetado como permanente.
Valuation e cenários
O vocabulário do simulador e das faixas de valor justo exibidas nas páginas de empresas.
- Valuation
- O processo de estimar quanto um negócio vale a partir de premissas explícitas sobre fluxo de caixa, crescimento, retorno e risco. No tesemetria, todo valuation é faixa de estudo educacional — nunca preço-alvo ou recomendação.
- DCFfluxo de caixa descontado
- Método que projeta os fluxos de caixa futuros e os traz a valor presente por uma taxa de desconto. É o motor do simulador do site: FCF base, crescimento, taxa de desconto, crescimento terminal, dívida líquida e número de ações.
- Número de Graham
- Referência clássica calculada por √(22,5 × LPA × VPA). Combina lucro e patrimônio por ação, mas só é calculável quando ambos são positivos e não substitui uma análise de crescimento, dívida, qualidade do lucro ou setor.
- Método Bazin
- Preço-teto obtido dividindo os proventos anuais por ação pelo dividend yield mínimo desejado. O padrão clássico é 6%, mas dividendos passados podem ser extraordinários ou não se repetir; por isso o método exige avaliar recorrência, payout, dívida e caixa.
- Taxa de desconto
- A taxa que converte dinheiro futuro em valor presente, refletindo risco e custo de oportunidade. Quanto maior a taxa, menor o valor presente — é a premissa mais sensível de qualquer DCF.
- Valor terminalperpetuidade
- O valor de todos os fluxos após o período projetado, calculado assumindo um crescimento terminal perpétuo. Costuma representar 40-70% do valor total — quando a participação é alta, o modelo depende muito de premissas distantes, e as análises do site sempre sinalizam isso.
- Crescimento terminal (g)
- A taxa de crescimento assumida para sempre após o horizonte explícito. Deve ser modesta (próxima do PIB nominal de longo prazo); é uma hipótese frágil em negócios em transição, como alertam as análises de PETR4 e VALE3.
- Cenários (conservador, base, otimista)
- Três conjuntos de premissas que produzem três valores por ação. O site exibe essa faixa em cada empresa analisada. Trabalhar com cenários combate a falsa precisão de um número único.
- Valor ponderado
- Média dos cenários ponderada pela probabilidade atribuída a cada um (por exemplo 25/50/25). É a referência central das faixas de estudo — uma premissa organizada, não uma previsão.
- Análise de sensibilidade
- Tabela que mostra como o valor muda quando uma ou duas premissas variam (tipicamente WACC × crescimento terminal). Revela quais hipóteses realmente mandam no resultado.
- Margem de segurança
- Desconto entre o preço pago e o valor estimado. É a proteção contra erros de análise e azar — quanto mais incerto o negócio, maior a margem exigida. Conceito central do investimento em valor.
- Soma das partesSOTP
- Avaliar cada divisão do negócio separadamente e somar (minério + metais básicos na VALE3; participações na ITSA4). Útil em conglomerados e holdings, em que múltiplos únicos escondem negócios diferentes.
- O que está precificadoengenharia reversa
- Inverter o modelo: em vez de estimar o valor, descobrir quais premissas o preço atual exige. A análise da WEGE3 mostra que R$ 43,63 exigiria ~13-17% de crescimento anual por dez anos — informação valiosa mesmo sem saber o valor “certo”.
- Armadilha de valorvalue trap
- Ação que parece barata pelos múltiplos, mas cujos lucros estão insustentáveis ou em declínio estrutural — o barato que sai caro. A tese contrária da VALE3 descreve exatamente esse risco.
- Assimetria
- Comparação entre o que se pode ganhar no cenário bom e perder no ruim. Upside de +11% contra downside de -36% (VALE3 na data-base) é assimetria desfavorável, mesmo com fundamentos fortes.
- Falsa precisão
- A ilusão de exatidão que planilhas criam. Um valor de R$ 20,18 depende de premissas com margens de erro enormes; por isso o site fala em faixas e lista as fontes de falsa precisão de cada modelo.
O processo tesemetria
Os termos do método: como o site organiza tese, riscos e acompanhamento.
- Tese de investimento
- A hipótese escrita que explica por que um negócio pode criar valor: o que precisa acontecer, em que prazo, com quais evidências. Escrever a tese antes de decidir separa fatos de expectativas e é a etapa 3 do método.
- Catalisador
- Evento capaz de destravar valor ou confirmar a tese: novo ciclo de produção, desalavancagem, recuperação de margens. Cada catalisador registrado no site tem horizonte e indicador de confirmação — catalisador sem prazo é torcida.
- Condição de invalidação
- O número objetivo que, se aparecer, encerra a tese: “margem abaixo de 19% por quatro trimestres”, “dívida acima de US$ 75 bi”. Se nenhum dado pode derrubar sua tese, você não tem tese — tem convicção imune a evidências.
- Convicção
- Nota de 1 a 5 que registra o quanto você confia na própria tese, dado o estágio das evidências. Convicção baixa pede posição menor e mais verificação — não é vergonha, é honestidade.
- Moatvantagem competitiva
- A proteção durável que impede concorrentes de corroerem os retornos: marcas, escala, custos de troca, distribuição, patentes, custo baixo estrutural. Sem moat, ROIC alto atrai competição e regride à média.
- Scorecard
- Avaliação estruturada da qualidade do negócio em dimensões como moat, retornos, caixa, balanço, alocação de capital, previsibilidade e governança. Transforma impressões em notas comparáveis — organiza a análise, não recomenda.
- Matriz de riscos
- Lista de riscos com probabilidade (1-5), impacto (1-5), pontuação (P×I), sinal observável e resposta planejada. Preocupação sem número é ansiedade; risco mapeado é gestão — etapa 4 do método.
- Sinal de alerta e gatilho de revisão
- O indicador concreto que dispara a reavaliação de um risco: “Brent abaixo de US$ 55 por dois trimestres”, “câmbio acima de R$ 6,00”. Gatilhos objetivos evitam tanto o pânico quanto a negação.
- Radar de Preços
- Ferramenta do site que registra faixas pessoais de preço derivadas do valuation: abaixo de X, estudar com mais atenção; acima de Y, reavaliar premissas. São gatilhos de estudo e revisão — nunca pontos de compra ou venda.
- Screener
- Filtro do universo de empresas por indicadores fundamentalistas. Serve para encontrar candidatas à análise profunda — o screener começa o trabalho, não o termina.
- Comparador
- Ferramenta que coloca até quatro empresas lado a lado com métricas adequadas ao modelo de negócio de cada uma. Comparar banco com indústria pelos mesmos múltiplos gera conclusões erradas com aparência de rigor.
- Indicador setorial
- Métrica própria da atividade analisada — como ocupação, churn, sinistralidade, volume ou custo de produção. Seu significado e sua régua variam por setor; por isso deve ser comparada entre modelos semelhantes e com a mesma data-base.
- Setor
- Agrupamento pela principal atividade econômica da empresa. No tesemetria, o setor ajuda a selecionar indicadores e pares comparáveis sem misturar modelos de negócio incompatíveis.
- Nota da análise
- Pontuação calculada pelo scorecard na data-base, a partir de critérios documentados de qualidade, retorno, caixa, balanço, previsibilidade e governança. Organiza o estudo, mas não recomenda comprar ou vender.
- Risco central
- O risco factual mais importante para acompanhar naquela análise. Se ele se materializar, pode deteriorar resultados, balanço, valuation ou exigir revisão da tese.
- Diário de decisões
- Registro de cada decisão com data, preço, racional e gatilho. Cria memória auditável do seu raciocínio — a matéria-prima para melhorar como investidor ao longo dos anos.
- Revisão de resultados
- Comparação trimestral entre o que você esperava (premissas) e o que a empresa entregou, com registro do impacto na tese: positivo, neutro ou negativo. É a etapa 5 do método — a análise não termina na decisão.
- Data-base
- A data de referência dos números de uma análise. Toda informação do site exibe fonte e data-base, porque números sem procedência não sustentam decisão.
- Próxima revisão
- Data planejada para atualizar a análise. Um resultado novo, evento relevante ou gatilho de risco pode antecipar essa revisão.
- Modelo de negócio (empresa, banco, seguradora)
- A classificação que define a régua de análise no site. Indústrias se avaliam por ROIC e fluxo de caixa; bancos por ROE, capital e inadimplência; seguradoras por índice combinado e sinistralidade.
- Empresa cíclica
- Negócio cujos resultados oscilam com ciclos econômicos ou de commodities (Vale, Tupy, São Martinho). Exige cuidado redobrado com múltiplos no topo do ciclo e margem de segurança maior.
- Small cap
- Empresa de menor valor de mercado, geralmente com menos cobertura de analistas e menor liquidez — onde ineficiências de preço são mais comuns, mas os riscos de informação e saída também.
Indicadores de bancos
A régua específica que o site aplica quando o modelo de negócio é bancário (como BMGB4).
- Índice de Basileia
- Capital regulatório dividido pelos ativos ponderados pelo risco. Mede a solidez do banco e a folga para crescer a carteira; o mínimo regulatório no Brasil fica próximo de 10,5% e bancos saudáveis operam com margem sobre isso.
- Capital Nível I
- A parcela de maior qualidade do capital regulatório (capital principal e complementar). Quanto maior, mais capacidade de absorver perdas sem comprometer depositantes.
- Inadimplência (Over90)
- Percentual da carteira de crédito vencida há mais de 90 dias. É o termômetro da qualidade do crédito concedido; as teses de bancos no site definem limites que invalidam a análise.
- PDDprovisão para devedores duvidosos
- Despesa que antecipa perdas esperadas com calotes. PDD sobre carteira média mostra o custo do risco de crédito do banco.
- Índice de eficiência
- Despesas operacionais divididas pelas receitas. Nos bancos, menor é melhor: eficiência de 52% significa que o banco gasta 52 centavos para gerar cada real de receita.
- Margem após custo de crédito
- Margem financeira que sobra depois de descontar as provisões para calote. Mostra quanto o spread realmente rende após o risco — mais informativa que a margem bruta de juros.
- Créditos tributários
- Direitos de pagar menos imposto no futuro, gerados por prejuízos ou diferenças temporárias. Quando crescem demais em relação ao patrimônio (caso monitorado na tese do BMGB4), a qualidade do lucro e do capital merece desconto.
- Crédito consignado
- Empréstimo com desconto direto na folha de pagamento ou benefício. Tem inadimplência menor por natureza, mas é sensível a tetos de juros regulados e à concorrência.
Indicadores de seguradoras
A régua específica para o modelo segurador (como BBSE3).
- Índice combinado
- Sinistros mais despesas divididos pelos prêmios ganhos. Abaixo de 100%, a operação de seguros dá lucro antes mesmo do resultado financeiro; acima, a seguradora depende dos investimentos para lucrar. Menor é melhor.
- Sinistralidade
- Sinistros pagos e provisionados divididos pelos prêmios ganhos. Mede quanto do prêmio volta como indenização — o coração da disciplina de subscrição.
- Prêmios (e crescimento de prêmios)
- O que os clientes pagam pelas apólices. O crescimento de prêmios mostra a expansão do negócio segurador; crescer subscrevendo mal, porém, destrói valor adiante.
As definições deste glossário são simplificações didáticas para apoiar o estudo. Elas não substituem as definições contábeis e regulatórias oficiais nem constituem recomendação de investimento. Veja como os termos se conectam na página do método.
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